segunda-feira, 4 de maio de 2009

Discos de Vinil

Ministério da Cultura trabalha para a preservação desse bem cultural




O Ministério da Cultura realizou na última quarta-feira, 30 de julho, uma visita à única fábrica de discos de vinil da América do Sul, a Polysom do Brasil, localizada no Rio de Janeiro. Na ocasião, representantes dos ministérios da Cultura e do Trabalho, da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) se reuniram para tentar encontrar uma solução para a reabertura da empresa.
Desde novembro do ano passado, o MinC vem acompanhando o caso da Polysom e avaliando os caminhos para a preservação do disco de vinil. Segundo Álvaro Malaguti, da Secretaria de Políticas Culturais (SPC/MinC), o que se pretende fazer é uma análise do que levou a fábrica chegar a esse ponto, identificar as necessidades e criar um novo modelo de gestão para retomar a fabricação dos discos.
O Ministério da Cultura quer discutir com a Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin), soluções para a volta da produção dos discos de vinil e recuperação da fábrica de Lps. Nesta quinta-feira, 7 de agosto, será realizada uma reunião, durante o Festival Calango 2008 que acontece de 5 a 8 de agosto em Cuiabá, para discutir um projeto de reabertura da Polysom.
Segundo o presidente da Abrafin, Fabrício Nobre, o disco de vinil faz parte da cultura brasileira, pois sempre foi usado e agora está esquecido. “É um desperdício deixar de usar o LP, sendo que muitos países ainda usam. Estamos nadando contra a maré”. Fabrício disse ainda que a meta é reabrir a fábrica ainda esse ano, para que ela possa voltar a competir com o mercado nacional e internacional.
Localizada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, desde a sua fundação, em 1999, a fábrica já chegou a imprimir 110 mil cópias de um só disco. O disco de vinil é uma mídia desenvolvida no início da década de 50. A partir do final dos anos 80 e início dos 90, a invenção dos CDs trouxe maior capacidade, durabilidade e clareza sonora, sob alguns pontos de vista, fazendo com que os discos de vinil fossem esquecidos e desaparecessem do mercado quase por completo.
No Brasil, os discos foram produzidos em escala comercial até 1996. Mas, até hoje, milhares de audiófilos ainda preferem o vinil. Para esses, o armazenamento da música é mais fiel ao som original, proporcionando, por exemplo, uma melhor distinção dos graves.
(Narla Aguiar, Comunicação Social/MinC) .
Data da Matéria: 06 de Agosto de 2008.
Publicado por Clelia Araujo/Comunicação Social

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